Uma Estrela que faz chorar

Quando se avista uma estrela cadente no céu, a tradição é que se faça um pedido. Quando uma criança via um brinquedo da Estrela nas lojas, também se fazia um pedido, mas para que ele fosse comprado.

Para o Dia das Crianças de 1987, quando completou 50 anos, a Estrela se superou e convocou um coral de crianças – dentre elas, Amanda (hoje usando o sobrenome Acosta), que se tornou integrante do Trem da Alegria no ano seguinte, com a saída de Patrícia (futura Marx) – para falar da sua linha de produtos da época. E entrou de vez para a história dos comerciais de brinquedos na TV.

Mesmo passados quase 26 anos da veiculação, quem foi criança nessa época (eu tinha 8 anos) nunca deixa de se emocionar e imediamente começa a cantar a música quando vê o comercial ou a ouve. Esse sentimento aconteceu comigo há alguns anos quando reencontrei essa canção, quase uns 20 anos depois. Chorei e não tenho vergonha disso. Nem deveria. E, sempre que ouço novamente, meus olhos se enchem de lágrimas.

A emoção se intensifica ainda mais porque tenho até hoje alguns brinquedos mostrados, como o Jogo da Operação e alguns bonecos e carros do Comandos em Ação, bem como lembro da maioria esmagadora dos produtos mostrados.

Como fábrica, a Estrela ficou cadente. Infelizmente. Mas muitas crianças brincaram felizes, tendo uma Estrela dentro no coração – e que permanece intacta. Felizmente. Porque todo segredo de um brinquedo vive na nossa emoção.

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