Dominó e a Dominómania

Grupo Dominó chama atenção de tudo quanto é jeito. Foto: arquivo SBT

O ano era 1984, ao mesmo tempo em que o Menudo estava estourado no Brasil, o então apresentador do programa Viva a Noite, Augusto Liberato (Gugu), através de sua agência Promoart, resolveu formar uma versão nacionalizada do grupo. Para a formação do grupo, diversos garotos com idades entre 14 e 15 anos realizaram testes nos quais precisavam saber cantar e dançar.

Os selecionados foram Affonso Celso Lucatelli Nigro (Afonso Nigro), Lenilson dos Santos (Nill), Marcos Roberto Quintela (Marcos) e Marcelo Henrique Rodrigues (Marcelo). Ainda em 1984, o grupo lançou um compacto pela CBS Discos com duas versões de sucessos do grupo mexicano Timbiriche: “Ela Não Gosta de Mim” e “Companheiro”, que foi a primeira música a estourar nas rádios, com direito a videoclipe lançado no programa global Fantástico.

Após a primeira aparição em rede nacional no Viva a Noite, em 1985 Dominó já era febre entre os jovens da época e presença constante em programas de TV, principalmente da TVS onde o grupo ganhou um especial da emissora em um resort. Seus grandes sucessos nesse ano foram “Chega Mais um Pouco”, “Fim de Semana” e “Lindo Balão Azul”, regravação de Guilherme Arantes.

Em 1987 chegam ao ápice da carreira com seu quarto disco auto intitulado “Dominó”. Sucessos como  “P da Vida”, “Manequim” e “Medusa” dominaram as paradas musicais da época. Nesse mesmo ano o quarteto ainda participou de dois filmes: Os Heróis Trapalhões – Uma Aventura na Selva e Os Trapalhões na Terra dos Monstros.

O declínio do grupo teve inicio quando Nill deixou o grupo partindo para carreira solo em 1989. A Promoart preferiu seguir a carreira do grupo somente com os três integrantes e lançou, em 1990, o quinto LP que vinha acompanhado pelas faixas “Maria”, “Felicidade Já” e “Leilão”. Porém, desde a saída de Nill, o grupo havia perdido grande parte de sua popularidade e de seu espaço na mídia.

Isso se deve também à formação do grupo Polegar (banda juvenil lançada também pela Promoart Shows). Ao contrário do Dominó, o Polegar não se utilizava de coreografias e sim de instrumentos musicais se destacando por ser a primeira banda juvenil lançada a nível nacional, formada por Alan Frank; Alex Gill; Rafael Ilha e Ricardo Costa.

Nos início dos anos 90 o grupo teve diversas mudanças de formação e acabou esquecido pela grande mídia, porém em 1997 o Dominó reapareceu e voltou a fazer sucesso, graças à canção “Baila, Baila Comigo”. Esta formação era composta por Rodrigo Phavanello, Héber Albêncio, Rodriguinho e Cristiano Garcia. O álbum Comvido! vendeu 290.000 cópias na França e o grupo se apresentou em países como Turquia, Tunísia e Líbano.

Após alguns anos de sumiço, o grupo voltou em 2003 com novos integrantes e nova proposta, porém grupo já tinha perdido força na mídia e fez pouquíssimas apresentações em programas de TV. Vivendo apenas dos sucessos do passado, em 2008 o grupo anuncia oficialmente sua dissolução e seus integrantes passam a trabalhar em projetos solo sem repercussão nenhuma na mídia.

Pra mim o Dominó sempre foi uma cópia mal feita dos Menudos e deu certo em uma época que a música brasileira estava carente de “astros pop”. Qualquer banda que surgisse com propósito igual faria o mesmo sucesso, inteligente foi o Gugu que se antecipou e lançou esses meninos sem talento que do dia pra noite viraram a boy band queridinha do Brasil… Bláhhh… Prefiro Banana Split!

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