Revoluções Por Minuto no Rock Brasileiro

Grupo musical marcou uma era no rock brasileiro. Foto: Carlos Valadares

Surgido em 1983, RPM foi o grupo mais popular e bem sucedido do Brasil de 1984 a 1987. Na segunda metade dos anos 80, conseguiram bater todos os recordes de vendagens da industria fonográfica brasileira. A visão crítica e bagagem cultural do letrista Paulo Ricardo foi um argumento de marketing na vendagem dos discos . A banda vendeu mais de 5 milhões de discos em sua carreira.

O maestro Luis Schiavon foi peça chave para a popularização do RPM sendo um dos pioneiros no Brasil no uso de sintetizadores. Juntos Paulo Ricardo (vocal), Schiavon (teclas), P.A. (bateria) e Fernando Deluqui (guitarra) criaram as primeiras canções: “Olhar 43”, “A Cruz e A Espada” e a música que batizara a banda: “Revoluções por Minuto”. Em 1984 conseguiram um contrato com a Sony Music, gravaram um compacto que continha a faixa “Louras Geladas”, a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios.

Logo depois dos primeiros shows de divulgação, o RPM fecha contrato com o megaempresário Manoel Poladian, que procurava uma banda em ascensão no rock brasileiro para o seu elenco de artistas platinados de MPB. Os costumeiros palcos das danceterias são trocados por uma megaprodução, com direito a Ney Matogrosso assinando luz e direção, canhões de raio laser e multidões espremidas em ginásios e estádios. A esta altura, Paulo Ricardo já é sex symbol: estampa diversas capas de revistas e enlouquece garotas histéricas.

Sem “futuros hits” na manga e para manter a banda em alta, Poladian, músicos e gravadora lançam em julho de 1986, um novo álbum, com parte do registro de dois shows da histórica turnê. O repertório de Rádio Pirata Ao Vivo traz quatro gravações inéditas (sendo duas covers) e cinco faixas de Revoluções Por Minuto. Com a ajuda dos preços congelados do Plano Cruzado, 500 mil cópias são vendidas antecipadamente. As vendas de Rádio Pirata Ao Vivo disparam e chegam a 2,7 milhões. O RPM transforma-se na banda de maior vendagem da indústria fonográfica nacional até então.

Porém, o vocalista Paulo Ricardo passou a ser conhecido apenas como “sex symbol” e procurado e visto por jornalistas e fãs como se fosse modelo e não músico. Em 1987 Paulo Ricardo anuncia a separação oficial do grupo após diversos conflitos com seus integrantes e problemas com drogas. O grupo retomou as atividades em 1988 com o álbum “RPM” (mais conhecido como Quatro Coiotes), porém o grupo já tinha perdido força na mídia e o disco foi um fiasco comercial (250 mil cópias vendidas) comparado aos álbuns anteriores.

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